Added: Dec 4, 2008
From: fernandolinkvideo
Duration: 5:24
A vida contada por um viciado em crack A maconha e o cigarro foram apenas o começo de uma vida sem destino e com muitas noites em claro. Hoje, o rapaz conta como é ser viciado.Paulinho SachettiTubarãoAos 12 anos, um jovem que prefere ser chamado apenas pelo primeiro nome, Jackson, conheceu de perto os efeitos da maconha e a reação futura em sua vida. Hoje com 21 anos, ele relata o verdadeiro inferno vivido todos os dias por conta do vício. A maconha foi apenas o começo.Depois disso, passei a fumar cigarro. Com o tempo, meus amigos fizeram uma vaquinha e compramos uma peteca de cocaína. Nossa! Foi uma sensação muito louca. Gostei e toda semana usava, revela.Quando não tinha dinheiro, roubava da minha mãe ou tirava alguma coisa de casa para vender e trocar pela droga, lembra.A sua mãe não demorou muito tempo a saber que o filho estava envolvido com drogas e começou a repreendê-lo na intenção de salvá-lo. As tentativas foram em vão e o pior ainda estava por vir.Sem dinheiro e longe da escola, o menino, na época com 15 anos, não demorou muito para conhecer o crack. Uma droga mais pesada. Vicia mais rápido e mata mais cedo. Quando comecei a fumar crack, foi realmente o fundo do poço. Posso dizer que é o último passo de um drogado. Hoje eu sinto isso na pele. Não tenho dinheiro e preciso roubar para sustentar o vício, contou ele, no banco de uma das salas da Central de Polícia Civil, logo depois de ser preso com vários produtos furtados. Ele havia invadido a casa de um médico na Vila Moema.Entre os produtos furtados, estavam um notebook, vários CDs, roupas e jóias. Tudo foi recuperado pelos investigadores.Crack: depoimentos dramáticos de ex-viciadosDrogasConfissões de quemsaiu do infernoO crack, antes usado apenas por marginais e menoresde rua, agora chega à classe média. Depoimentosdramáticos dos que conseguiram abandonar o vícioA dependência química é uma enfermidade reconhecida pela Organização Mundial de Saúde. Ainda não há tratamentos ou remédios que impeçam que o dependente tenha recaídas. Nas clínicas, o viciado geralmente toma antidepressivos ou ansiolíticos e passa por sessões de auto-ajuda para que consiga escapar da "fissura", a vontade de voltar à droga. "Em média, apenas 30% dos dependentes de crack permanecem na abstinência por mais de um ano", calcula o psiquiatra André Malbergier, do Hospital das Clínicas de São Paulo. A internação, pelo menos, afasta o viciado dos pontos de compra de crack e alivia temporariamente o tormento constante pelo qual passam seus familiares. Nos centros de internação involuntária, como o paulista Viva, de Piedade, muitas vezes os dependentes chegam amarrados último recurso usado pela família para conduzi-los ao tratamento. Como numa prisão, agentes de segurança vigiam portões e muros de 4 metros de altura.Os jovens que conseguem sair do vício são os que percebem que estão muito doentes e têm de se tratar. "O viciado já dá um passo à frente quando sabe que precisa de ajuda", diz a médica Cláudia de Oliveira Soares, que lida com dependentes químicos há catorze anos.
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Tags: ao cocaí com contrário do indigentes. isolam maconha mesmo ocorre ou que se temporariamente viciados viram
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m1a0 Says:
Jan 4, 2009 - FANTÁAAASTICO'